Jornada Mundial da Juventude | 1 a 6 Agosto

“Todos, todos, todos”: a nossa comunidade na Jornada Mundial da Juventude

Uma semana há muito esperada, com alguma ansiedade à mistura, com a expectativa de vivenciar algo único, que chegou rapidamente. A aventura tão aguardada por todos, mais velhos e mais novos, misturada com a responsabilidade de mobilizar um grande grupo até Lisboa.

Confesso que nas JMJ senti que tinha vários papéis, facetas ou versões minhas, estava a viver a experiência em várias perspetivas. Pensei que ao embarcar como catequista iria silenciar um pouco o coração de uma jovem que partia com espírito livre rumo ao desconhecido, tendo a responsabilidade de guiar alguns jovens, perceber as suas necessidades, onde estavam e se estavam bem. Na prática, esta responsabilidade, como mais velha, esteve presente, mas não apagou a vivência como jovem, como mulher, como um todo… porque na realidade, e agora pensado, nenhum de nós é apenas uma coisa, somos um TODO. Foram vários os momentos em que senti “vale a pena estar aqui”, “vale a pena o esforço para continuar”.

O Papa Francisco falou connosco em vários momentos, tocou o meu coração como se ouvisse o que muitas vezes sinto e penso, sendo muitas as frases que me ficaram na memória e ainda hoje ressoam na minha cabeça. “Amigo, amiga, se Deus te chama pelo teu nome significa que, para Ele, nenhum de nós é um número; mas é um rosto, é uma cara, é um coração” (Acolhimento) Seguindo o exemplo de Deus que sabe o nosso nome, também nós aprendemos o nome de muitos outros nestes dias, deixamos de ser um grande número, um grande grupo e passamos a ter um nome, a ter um gesto de preocupação e carinho, a incluir o coração de cada um nesta equação.

Para mim o momento em que o Papa Francisco diz para não termos medo entrou no meu coração como uma flecha, são tantos os medos que me assombram principalmente como jovem… mas, na realidade, nunca estive sozinha porque todos nós ali partilhámos medos e quem diz “ali”, diz “aqui”. 

Guardo no meu coração o momento em que o Papa Francisco passa e a emoção saltou em forma de lágrimas e abraços apertados em todos, nós estávamos ali, mais novos, mais velhos todos nos sentíamos pequeninos e amados… com a presença. Que possamos ser isso, uma vivência, uma presença de AMOR na vida… amor esse que dói, dói muito… mas como o Papa Francisco disse e repete tantas vezes na minha cabeça “Não tenhas medo”!

“Não ficamos luminosos, quando exibimos uma imagem perfeita, em ordem, bem acabada, não. Tornamo-nos luminosos, resplandecemos quando, tendo acolhido Jesus, aprendemos a amar como Ele.” (Vigília)

Vamos aprender a Amar. O Amor faz a diferença. O Amor quebra barreiras. Amar a Todos.

Sara Gonçalves

As palavras não chegam para contar esta primeira aventura nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Lisboa. Gostava de vos contar esta aventura na perspetiva de alguém que vive em Espinho e que ainda anda na catequese.

Vamos começar pelo início. No momento em que soube que eu e o resto da paróquia iríamos participar nas JMJ, despertou em mim uma grande emoção e esperança. Com muito nervosismo, mas também determinação, embarquei nesta caminhada espiritual. Com a energia contagiante dos jovens de todo o mundo e com a presença do Papa Francisco, consegui encontrar inspiração para aprofundar a minha relação com Deus e a minha missão na comunidade.

Os encontros e conversas com peregrinos de diferentes culturas e regiões do globo, aumentaram a visão que eu tinha do mundo em que vivemos, fortalecendo a minha dedicação à paz e à solidariedade.

Esta aventura deixou marcas notáveis dentro de mim, levando-me a trazer os valores e aprendizagens à minha paróquia e ao meu quotidiano, onde espero conseguir tornar-me na minha melhor versão, como pessoa e como cristão.

 Obrigado à paróquia, em particular ao Sr. Padre Artur e aos catequistas que nos acompanharam, por terem tornado este meu sonho em realidade.

Gonçalo Ribeiro, 10º ano

Quando me pediram para resumir esta experiência, a primeira palavra que me vem logo à cabeça é “Inesquecível!”

 Esta é apenas uma das imensas palavras que poderiam estar guardadas no baú das memórias da JMJ 2023. Contudo, acredito que a minha experiência não se esgota propriamente num álbum de imagens e histórias para partilhar com a família e com os amigos. Longe disso! Acredito ter dado um passo muito significativo no sentido de reforçar o meu espírito de partilha, de colaboração e de interação com a nossa comunidade.

O momento que mais me marcou foi o momento em que por breves segundos fui abençoado pela presença do Papa Francisco e pela inesperada cascata de emoções que instantaneamente se apoderou de mim. Não estava à espera. A partilha desta emoção com as outras pessoas que ali se encontravam foi indescritível. Foi um momento muito sentido e que jamais esquecerei. Admito ter ficado perplexo. Ainda hoje questiono. Como pode a presença de uma pessoa induzir tanta emoção nas pessoas?

Emanuel Cabeça 

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