Grandes são as dores da nossa cidade. Grande é a dor d’Aquele que nos procura amar com verdade e não encontra sempre verdade no amor com que vivemos. Jesus habita a Cidade. Habita a vida de todo aquele que se oferece como cálice para os dias vividos em lágrimas derramadas. Habita os dias, como pão partido e repartido por aqueles que não têm outro alimento que não seja a alegria de saberem que não estão sós. Eles são para nós e nós para eles, aqui reside a comunhão, o imenso espaço belo da cidade.


Todos os Cristãos Vicentinos fizeram um compromisso com o próximo e com Deus. É uma partilha que devemos transformar em estilo de vida. Conhecemos a grande dificuldade que há no mundo contemporâneo: poder identificar claramente a pobreza. E todavia esta interpela-nos todos os dias, com os seus inúmeros rostos marcados pelo sofrimento, pela marginalização, pela opressão, pela violência, pelas torturas, pela privação de liberdade e dignidade, pela falta de trabalho, pela migração forçada e pela miséria.

A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças exploradas fruto da injustiça social e da indiferença.

Convidamos todos os Cristãos, a fixar olhar da nossa obra vicentina para que se abram à partilha com todos os que precisam de nós em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade.

Todos juntos podemos fazer muito: com a nossa presença, com o nosso amor, pela partilha do que somos e temos. Ajudando com as nossas contribuições, sendo generosos e solícitos no que pudermos fazer.

Jesus diz: “Vai e faz tu também o mesmo” (Lc.10.37) . Isto quer dizer que somos chamados a fazer segundo a necessidade concreta do outro: do comer e do vestir, da habitação e do acesso aos cuidados de saúde, da qualificação afetiva do que vivemos através da consolação, da hospitalidade e do calor do acolhimento.

Partilhar com o próximo permite-nos compreender o Evangelho na sua verdadeira essência. A verdadeira ternura, o verdadeiro amor traduzem-se em atos concretos e gratuitos de serviço ao próximo, só assim sentiremos plenitude interior.

A nossa missão como vicentinos e cristãos é tornarmo-nos discípulos missionários do Evangelho. Somos chamados a descobrir Cristo neles, ser seus amigos, escutá-los compreendê-los. Este é o caminho que Deus quer que sigamos, porque Cristo está em cada pessoa. Qual é a nossa tarefa? Fazer de modo que Ele esteja sempre entre nós. Ele nos iluminará e guiará pelo caminho, será a nossa força, o nosso ardor e a nossa alegria.

A Sociedade de São Vicente de S. Vicente de Paulo é um serviço que nos enriquece. Todas fizemos um compromisso. As primeiras palavras “Prometo… os preceitos”, procurando servir o próximo vendo nele o próprio Cristo.

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