“Vimos o mundo aceso nos seus olhos,
E por os ter olhado nós ficámos
Penetrados de força e de destino.
Ele deu carne àquilo que sonhámos,
E a nossa vida abriu-se, iluminada
Pelas imagens de oiro que ele vira”

Sophia de Mello Breyner Andresen


Em 2015, Espinho vê regressar, após quase duas décadas, o jovem sacerdote que havia cumprido estágio com o seu saudoso e ainda carinhosamente chamado de “nosso Padre” Manuel.Agora ao leme desta comunidade paroquial, o Pároco Pe. Artur Pinto é a voz que aceitou fazer caminho connosco. É sua a voz que, com sabedoria, nos guia nas palavras do Senhor. Nos ajuda a procurá-Lo onde é menos evidente e, neste trilho, nos eleva, rumo a Outras Leituras.
É sua a voz que, com energia – tantas vezes inesgotável e difícil de acompanhar, montanha acima com os Jovens, peregrinando ou simplesmente vivendo – nos desafia a manter as mãos dadas aos mais desprotegidos que nos estão próximos. Inspirando-nos, com o seu olhar atento às necessidades e fragilidades daqueles que, apesar de lhes faltar muito, até mesmo saúde, sabem que nunca estão sós; que a paz do seu Pastor depende de se saberem com todos, na generosidade e oração de cada um. Mas desafia também a ir mais longe, a estender o Amor fraterno, até tocar e ser tocado pelos olhos doces da Guiné no seu projeto de Missão Casa Fiz do Mundo.
É sua a voz que desinstala e tenta libertar os que caminham consigo da acalmia e comodismo de olhar para a obra feita. O Pároco de Espinho dá o impulso no que falta, no trabalho e na entrega. Se a escutarmos verdadeiramente, uma voz que pode conduzir-nos. Alegra-nos que assim seja… (OU a Casa que somos todos alegra-se que assim seja…)

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