Realizou-se nos dias 23, 24 e 25 de setembro, o retiro anual dos catequistas da nossa paróquia, o qual teve lugar no Colégio do Sardão, em Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia.

O objetivo desse momento de recolhimento foi, como sempre, ajudar-nos a (re)centrar a vocação e a missão a que somos chamados, nos aspetos distintos, mas complementares do ser catequista.

Nestes momentos, determinadas interrogações assolam os catequistas: “Será que dei tudo? Deixei-me libertar de mim? Sigo somente a Cristo? Ou estou preso a riquezas que não são Ele nem são d’Ele? Que obstáculos deixo que existam no caminho até Cristo? Que resoluções tomo neste momento diante de Deus para pôr em prática este ano?”

Assim, um retiro é sempre uma oportunidade privilegiada para que cada um de nós tenha a coragem e a ousadia de continuar a “…escancarar…” o seu coração a Deus, pedindo a interceção de Cristo, nossa fonte de alegria, para que, vindo ao nosso encontro, nos invada, liberta e ilumina, confirmando-nos como verdadeiros anunciadores da Fé.

O nosso retiro teve o seu início na sexta-feira com a visualização do filme “A Hidden Life” (Uma Vida Escondida), o qual teve o condão de nos inquietar e perturbar, mormente quando nos propõe o desafio de colocarmos Deus como fim último da nossa existência humana, mesmo acima daqueles que mais amamos, estabelecendo-o como o nosso Amor Maior.

No dia seguinte e sob orientação do nosso Pároco, percebemos a relação dialética entre a liturgia e a nossa vida, tornando-se claro que a liturgia só cumpre o seu desiderato quando consegue entrar na nossa vida e esta, por sua vez, só se satisfaz, quando for um reflexo da liturgia. O meio privilegiado para essa relação faz-se através da catequese. Em igual sentido, compreendemos que a catequese faz com que tudo na nossa vida seja celebrado com Cristo e em Cristo.

O dia decorreu com um momento de oração pessoal silenciosa, seguido de grupos de trabalho por ciclos, visando a preparação do novo ano catequético. Terminamos o dia com uma reflexão e um momento de oração. Este nosso encontro terminou, no dia 25, com as laudes e com a eucaristia dominical.

Terminado este período de recolhimento, sentimo-nos mais fortalecidos para podermos encarar os novos desafios nesta missão que a Igreja nos confiou de continuarmos a testemunhar o evangelho, comprometendo-nos, de modo particular, a sermos verdadeiros “discípulos missionários” e habilitando-nos com a capacidade de conseguirmos orientar os nossos catequizandos para o encontro de comunhão e intimidade com Jesus, tendo sempre presente que não devemos ter “…medo do compromisso, do sacrifício…” e que não devemos olhar “…para o futuro com temor;”, por mais negro que o mesmo nos pareça. Muito pelo contrário, temos a obrigação de manter “…viva a esperança…”, pois haverá “…sempre uma luz no horizonte.” – Papa Francisco, Audiência Geral de 1.5.2013.

Gonçalo Ribeiro 

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