Chegamos, os 5 em família, e procuramos um lugar entre os que vêm acompanhar Jesus.

À entrada o choque da mesa despida, como que vazia da vida da noite anterior.

É o dia… seguimos o Senhor pela dor e superação… e reconhecemos em nós toda a Jerusalém. Bem, não toda, pois não se encontra em nós um coração como o de Maria.

Aqui estamos nós os que sofremos à distância sem coragem de nos aproximarmos. Nós os que choramos mais por nós mesmos do que por Ele. Nós os que estamos presentes mas distantes ou inconscientes do que se passa à nossa volta. Nós que não queremos condenar, mas deixamos aos outros o ónus de “salvar”. Nós que observamos apenas…

2000 anos do Senhor entre nós para nos ensinar a amar… e ainda assim toda a Jerusalém  se calou.

E então tudo é consumado.

E eis que se veste a mesa de festa, que se cobre de Vida e Luz. Da Vida que se entrega no Seu corpo repartido, da Luz que promete romper a escuridão 

Partimos na esperança desta Vida e desta Luz, que, como a Paulo, cura do que em nós oprime e fecha, para que ilumine O caminho.

Sónia Pereira 

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