Expressão da vontade de conversão e da fé na Misericórdia do Senhor, esta celebração é sempre marcada por grande interioridade. E a ela nos convida de forma muito particular o Evangelho: “guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles”.

Assim, perguntamos: para onde olhar se desejamos iniciar um caminho de renovação? Por onde começar se o que buscamos no fim do percurso é a revitalização que só nos pode vir da Ressurreição de Cristo? Por nós mesmos. Por nos recolhermos na nossa fraqueza e esperarmos que do confronto interior com ela nos possa vir a força para o caminho. 

Muito particularmente marcada pelos conflitos que assolam o Mundo, e mais proximamente a Ucrânia, a nossa pequenez é muito consciente da impotência perante o mal que assola os corações. A fazer bússola na realidade que nos invade e choca, o Papa Francisco chamou os fiéis a fazerem destas Cinzas um dia de jejum e oração pela paz, em prece para que “a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”. E, em paralelo com esta intenção, o nosso Pároco, Pe. Artur Pinto, mostrou-se fortemente marcado pela consciência de que uma onda de bem pode surgir de pequenas ações e que esta onda pode invadir o Mundo, se os pequenos impotentes se unirem num esforço pela ausência de ofensa, num esforço pela ajuda ao outro que nos procura em refúgio. Que saibamos dar eco à profecia que Joel dirigiu ao povo: “rasgai os vossos corações e não as vossas vestes”…

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