Com a Pandemia e a necessidade de confinamento, todos nós vivemos ou experienciamos diversas perturbações, conflitos e constrangimentos nunca antes vividos. Tal cenário propiciou e ameaçou as nossas relações sociais, profissionais e as nossas dinâmicas familiares. 

O medo de contaminar e ser contaminado, as dificuldades laborais e o desemprego, a ameaça da morte ou de sequelas impostas pela doença e as situações de luto, entre muitos outros acontecimentos negativos, antecipavam um cenário de caos que podia ferir de forma indelével a nossa comunidade paroquial.

Ora, tal como uma criança quando se sente ameaçada procura a proteção do pai ou da mãe, também nós, comunidade paroquial, precisávamos de nos juntar em família. 

Perscrutando tal necessidade, o nosso Pároco promoveu a (re)união da família paroquial. Mas, mais do que juntá-la, era crucial uni-la à volta da Palavra, potenciando assim a criação de laços terapêuticos entre todos. Nada melhor que alimentar a nossa fé na palavra de Deus. A fé surge assim como elemento agregador que nos devolve o sentimento de amor ao próximo e de entrega ao nosso irmão mais necessitado.

 Todas as quartas-feiras, a nossa comunidade manteve abertas linhas de comunicação, onde os mais carentes se deixaram conquistar pela Palavra e pela partilha. Estava assim criada uma dinâmica que inspirava o percurso pessoal de cada um e reforçava positivamente a união da família paroquial.

 Como foram ricos esses nossos encontros, os quais nos ensinaram a gerir conflitos, a reforçar espaços de liberdade, onde cada um de nós pôde expor e partilhar livremente os seus pensamentos e ajudar a interpretar semanalmente o evangelho dominical.

Era deste GPS que precisava a comunidade neste momento tão conturbado. Cristo fez-se presente nas nossas casas, todas as semanas e, dessa forma, a comunidade colocou-se ao serviço da Palavra de Deus, sendo a expressão da própria experiência e testemunho de fé em Cristo.

 Este caminho não deve deixar de ser trilhado, tanto mais que se avizinham tempos muito difíceis e, quanto mais dificuldades existirem, mais necessitados ficaremos da proteção do Pai e dos nossos irmãos em Cristo.

Gonçalo  Ribeiro ( salas da catequese)

foto de congerdesign por Pixabay

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