AS RAÍZES DO TEMPO NA NOVIDADE DE DEUS

Intemporal questionar pela vida. Estranho é o tempo ter tanta consciência de si, que se deixa interpelar pela vida. Vida? Como?
Dando-se vida… dando a vida. Bruta consciência de quem arranca as próprias raízes que se agarram ao tempo. Se desenraízam do tempo sem questões. Ama. Amor sem questões e sem tempo possível para quem vive sem prisões e se faz consciente de que não pertence a si. Jesus é do Pai. É nosso… Para os outros sim.
Mandamento grande: fazer-se do outro, consciência irrepreensível para que a vida seja plena. Nem magistratura nem jurisprudência que experimentam ditar sentença imperiosa que força sair do
tempo para se deixar julgar pelo mandamento da vida. Dá a tua vida, para que deixes de ser devedor. Pagas a tua vida com a vida que dás ao outro.


DOMINGO
Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
(Jo 15,11-13)

SEGUNDA-FEIRA
O princípio desenhado na varanda do tempo tece a habitação da vida que todos podem comungar
.

TERÇA-FEIRA
A ausência não tem escrita nos olhos que ainda não frequentaram a escola do amor que aproxima os mundos em rotas diferentes.

QUARTA-FEIRA
Não tenhas outras palavras que não sejam aquelas que te dizem. Diz só o que diz o outro como teu irmão.

QUINTA-FEIRA
Alquimia das emoções de tudo ser o que é e é o seu contrário. Pedra filosofal que faz precioso o que parece desprezível.

SEXTA-FEIRA
Lágrimas que são sementes, tristezas fazedoras de sol radioso, dores que geram vida, corações que morrem para perdoar.

SÁBADO
Basta pedir e deixar que nos peçam. Basta amar e deixar que nos amem. Basta sair de si, para entrar em Deus e abraçar a todos.

ORAÇÃO
Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade e a minha memória também.
O meu entendimento e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes com gratidão Vos devolvo.
Disponde deles, Senhor, segundo a Vossa vontade.
Dai-me somente o Vosso amor, Vossa graça.
Isto me basta, nada mais quero pedir.

St.Inácio de Lyola

POEMA
Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando…
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira…
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo…
Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse…
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena…

Alberto Caeiro

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: