FUNÇÕES VITAIS DA RELAÇÃO

Fratura exposta em corte visceral dos pensamentos que se alimentam da seiva da vida. Dores incomensuráveis no parto de outro suporte para um partir da vida que se faz sem regresso.
Apenas, e não é pouco, falamos da vida. É tudo. Para quem sabe que é ninguém, a vida é a única coisa que permanece. Tudo o resto não tem novidade na função monótona decrescente das relações.
Para quem tudo é pouco, a função da vida nunca desempenha o suficiente. As fraturas da vida não são vistas como cálculo de uma relação enxertada na possibilidade de viver o acrescento, que faz disfuncional a monotonia. Ramos cortados são nova enxertia e os que ficam florescem e vicejam de vida.


DOMINGO
Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer.
(Jo 15,5)

SEGUNDA-FEIRA
Os segmentos da vida que circulam nas mãos do Pai fazem morada de santidade.

TERÇA-FEIRA
Nada acontece fora da vida. Será que a morte acontece dentro da vida?
Ninguém morre para si se não morrer para os outros.

QUARTA-FEIRA
Morrer de vida eterna é permanecer num permanente dar-se. Esta é a glória do Pai: que todos participem no Seu eterno dar-se.

QUINTA-FEIRA
Palavras humanas, enxertadas com a divina seiva, rasgam as tristes ausências de uns aos outros que impedem a alegria completa.

SEXTA-FEIRA
Nada maior do que tudo aquilo que é grande: a vida. Suficiente para não ser medida pelos arrazoamentos. Só pela inteligência emocional que nos dá a conhecer o essencial
.

SÁBADO
Quem arrisca viver deixa mal parada a morte. Quem não arrisca pára na morte.

ORAÇÃO
O Senhor enxugará as tuas lágrimas
Enxugará todas as lágrimas,
É o Senhor que cura.
Na dificuldade caminha e confia,
E a noite da tua vida será luz de
meio-dia
.

POEMA
Conquista
Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga

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