Celebrar a vida, encher a taça, brindar, partilhar, viver em comunidade, …

Neste momento de partilha fomos confrontados com a Vida, com o que ela implica, com o seu início e fim, com o seu propósito. São muitas as vezes que tememos a morte, mas o que fazemos para viver em plenitude? De que forma combatemos os nossos egos, a nossa imaturidade e nos entregamos ao outro? Porque não mostramos as nossas fragilidades e as encaramos como peças de um puzzle que nos completam e permitem nos entregarmos na totalidade?

Muitas foram as questões que surgiram durante o retiro, muitas são as dúvidas que persistem e que nos tiram o fôlego, que nos abrandam o passo. Na correria da vida citadina, paramos para refletir, para orar, para viver aquele que é o amor de Cristo. Brindamos, comprometendo-nos uns com os outros, mostrando-nos disponíveis e entregando-nos àquela que é a vida em comunidade.

Bem sabemos que, tal como Zaqueu, somos pequenos, precisamos do amor gratuito de Deus, precisamos que nos veja, que nos ouça, que note a nossa presença. Mas fazemos o contrário? Escutamo-lo? Sentimos a sua presença? Seguimo-lo?

A pandemia que vivemos atualmente tira-nos muita coisa, mas certamente que não nos tirará os compromissos que fazemos todos os dias uns com os outros, entre eles continuar a amar e a encher a nossa taça de vitórias e derrotas.

Levantamos todos juntos a taça, com as mãos de Jesus a apoiar-nos, com o amor de Deus e com a fé a sustentar-nos. Tal como foi referido, devemos ver o copo meio vazio pois o caminho a percorrer é longo, tal como este copo também a nossa taça está meia vazia, somos nós os responsáveis por a encher, por viver.

Vamos viver o amor…

… em comunidade.

Sara Gonçalves 

“Sem Deus o instante faz-se urgente. Em Deus o instante faz-se bênção.”

                                                          In, “Quaresma e Páscoa 2021, um Porto de partida na Palavra

O que foi proposto para o sábado de Ramos da Quaresma de 2021? Um Retiro de aprofundamento da Palavra e reflexão quaresmal que reuniu   Pastoral Juvenil e os catequistas da Paróquia , num encontro que também foi intergeracional.

“Saímos” do porto com a indicação que seria uma viagem dividida em três etapas e partimos com o lema ditado pelo timoneiro, Pe. Artur : “Vamos celebrar a Vida !Vamos fixar os olhos na Vida!”

A primeira parte desta viagem obedeceu a uns pedidos do nosso Pastor/timoneiro, Pe. Artur: munirmo-nos de um cálice com  vinho do Porto e do embrulhinho recebido na véspera à noite com a indicação “ para abrir em comunidade”…

Dadas as instruções , voltamos as nossas atenções para uma reflexão em torno da vida Feliz de Jesus, tendo partilhado vários momentos, narrados nas Escrituras, e que dão conta disto mesmo… momento ideal para referir a dinâmica central da vida de Jesus Cristo – viver para cuidar do outro, viver para cuidar do irmão, numa dádiva total, até à Cruz…a vida de  Jesus com os discípulos foi um tempo de partilha total, de acolhimento permanente, duas “áreas” que, enquanto cristãos, somos desafiados a construir, permanentemente, apesar dos receios próprios da nossa humanidade. Estes momentos de reflexão servem para isso mesmo – aprender, em cada dia, a entender melhor para conseguir seguir o Seu exemplo de uma forma mais esclarecida, para ter vontade e empenho em construir comunidade, única forma de viver a Fé mais próximo da Sua vontade.

E porque o foco central estava , como está sempre, aliás , na comunidade , fomos convidados a brindar, usando agora o que, no início, tinha parecido um pedido estranho… partir em quatro a deliciosa bola de Berlim da Aipal, tendo comido um quarto , cada um , sozinho, em frente ao quadradinho do ecrã  e, seguidamente, em diferentes momentos do retiro, em comunidade para, o último quarto, ser partido e repartido por todos os que partilhavam a nossa casa  mas que não estavam a participar do retiro. Foi, assim, e mais uma vez, dado um sentido, ainda mais profundo, ao verbo PARTILHAR. Experienciou-se o cuidado com o outro!

O momento especial do brinde reforçou o sentido das palavras iniciais, “Vamos celebrar a Vida!” e a assembleia, brindou, on line, em uníssono.

À semelhança das reuniões de catequese, também houve sessões de trabalho, em pequeno grupo, onde o foco esteve sempre centrado nos valores da construção da comunidade com reforço dos laços, dos nós e das redes que é preciso estabelecer para os resultados do trabalho em comunidade poderem dar fruto e  a cumplicidade necessária para fluir o serviço e o auxílio a quem mais precisa.

Carlota Madeira

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