“ Quando criei a natureza,
a primeira regra que determinei
foi: negar esperança é
uma ação contra a natureza.
 Todos os seres, principalmente
os que possuem pele,
têm o direito inequívoco
a alguma esperança.”

Em teu ventre, José Luís Peixoto

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança”

Hannah Arendt

Neste dias de escuridão  questionamo-nos  diariamente sobre o futuro vivendo os dias com angústia permanente mas, paradoxalmente é neste momento que os momentos de fraternidade e humanidade são trazidos à superfície e a história mundial tem vários exemplos disso mesmo … que isto se torne rotina de vida e possamos diariamente acreditar e ter esperança .  Assim, um dos mais importantes elementos enquadradores do romance é constituído pela história de Fátima .Como elevar a um patamar estético a biografia dos Pastorinhos e a hierofania das Aparições? José Luis Peixoto solucionou estas questões optando por não ceder à facilidade do realismo e por respeitar as Aparições sem as envolver no dilema entre verdade e falsidade.  Escolheu o lirismo como manto envolvente da narrativa, espiritualizando-a. “ Em teu Ventre”, José Luis Peixoto faz um hino à mãe. Os últimos versículos da fala de Deus no romance retratam a Mãe do Céu, que é a mãe da Humanidade, a mãe de todos, e, portanto a mãe de Lúcia. A Mãe singular une-se à Mãe cósmica em forma de laço que tudo une, o Amor de Mãe, a Esperança dos Homens.

Imagem de StockSnap por Pixabay 

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