Laudato si em Kahoot- uma abordagem diferente

O Kahoot é um jogo interativo, com o qual o padre Artur desafiou os participantes a testarem os seus conhecimentos e foi uma análise sui generis da encíclica, com o pódio a ser ocupado por vários dos participantes. 

No fim de cada pergunta/resposta o padre Artur completava a mensagem explicitando conceitos dos quais destacamos o paradigma da globalização, assente num individualismo consumista, altamente penalizador do crescimento humano e da sociedade. É necessário mudar esta mentalidade tecnocrata. A liberdade de escolha que nos é permitida leva a um consumo exacerbado. Por isso, é hora de fomentar uma vida com uma cultura e princípios mais ecológicos.

Depois refletiu-se sobre as consequências da globalização e vimos que se perdeu o sentido do mundo como um todo, onde cada um possui e consome mais, esgotando os recursos naturais. Não olhamos para o mundo como uma casa para todos, como nos explicou o padre Artur. Alertando ainda  para a necessidade das pessoas mudarem: tantas com biliões e outros sem um euro por dia para viverem, como exemplificou. Muitos dos países desenvolvidos exploraram os seus recursos naturais e exigem aos outros que preservem os deles. Ao pôrmos o homem ao centro de tudo, este substitui-se a Deus,  fazendo-se egocêntrico o controlador do mundo. Assim,  cada um guia o mundo a seu belo prazer, com as necessidades a multiplicarem-se cada vez mais.

É necessário uma nova relação connosco e com a natureza. Um paradigma de mudança: temos que mudar a nossa forma de estar connosco, com a natureza e com os outros. Conseguimos corrigir estas relações se vencermos o relativismo e procurarmos valores universais. Isto é difícil porque é contra cultura. O mundo favorece os mais fortes e não protege nem põe à frente os frágeis. É necessário perceber o verdadeiro valor do trabalho que permite um desenvolvimento pessoal, realização e busca de sentido de vida. Mesmo a fechar o encontro, foi importante refletir sobre o valor da meditação, da contemplação e da espiritualidade cristã que nos permite contemplar o valor da vida mais ínfima e sobretudo a humana. Valorizar o grande dom da vida que nos foi dado. 

Na reflexão final, sobressaiu que o mais difícil será colocar os mais frágeis no centro, primeiro é preciso admitir a própria fragilidade… pensar e tirar tempo para refletir e meditar. Também isto é contra cultura num mundo que dá mais valor ao fazer e ao ter. Esta meditação é necessária neste mundo hiperativo. Temos de sentir que fazemos parte de um todo que ganha consciência em nós. É grande a nossa responsabilidade: sabermos o quanto somos únicos e o quanto fazemos parte  de um todo. Potencio o ser único de cada um, potenciando a beleza do todo.

Desafio final lançado pelo nosso pároco: 

Que Quaresma fazer? Como mudar o paradigma?

Fazer uma manhã e tarde de reflexão, um retiro online?

E o nosso pároco aguarda também ser desafiado… 

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