Quando em novembro passado desafiamos as famílias da nossa comunidade, pretendíamos partilhar a ternura de uma sobremesa de domingo, e assim celebrar o dia do Senhor com os nossos irmãos que nesta fase da sua vida necessitam do suporte da cantina social.

Esta forma de os abraçar e demonstrar a dignidade de que são merecedores, apenas tem sido possível porque, a cada quinze dias, 8 famílias da nossa comunidade optam por prestar atenção, por cuidar, por aceitar o convite de uma família e convidar outra para a sobremesa seguinte… para que também cuide, também preste atenção.

Depois do bolo de iogurte no dia Mundial do Pobre, iniciamos o tempo de Natal, no primeiro domingo de advento, com uma aletria de receita de família, feita por mãos que acreditam que assim também se faz presépio e que “ Fazer Presépio abre a porta da rua e faz casa comum.”

 No terceiro domingo de advento partilhamos a luz da adolescência, que envolveu com a sua cor e alegria os Brigadeiros preparados com carinho pelas famílias. Os adolescentes da catequese disseram sim… e fizeram caixinhas para dar aos brigadeiros uma bela apresentação, como uma prenda para quem se destinam. Famílias e adolescentes fizeram por sair de si mesmos e ir ao encontro de quem precisa “para que a nossa rua se ilumine com a beleza e alegria do encontro” com o Senhor.

No dia da Sagrada Família 8 novas famílias fizeram salada de fruta. E fizeram da sua casa um presépio com todas estas pessoas, as famílias antes (que as convidaram), as famílias depois (a quem decidiram estender o convite a participar) e as famílias razão de ser da sua entrega, aquelas a quem quiseram fazer chegar o seu acolhimento com esta sobremesa. “A casa é hospitalidade e faz-se quanto mais acolher”.

 E assim continuaremos em janeiro… de família em família a cuidar e construir comunidade.

E porque o cuidar se estende a um vizinho, um amigo, um familiar que está hoje mais distante, foram sendo partilhadas as receitas através das redes sociais, para que todos possam cozinhar a rezar e prestar atenção aos que mais precisam.

Esta é uma vivência de oração e comunhão familiar que nos faz parar… e olhar em redor.

Precisamos de ver o céu azul para além das folhas das árvores e, como nos diz D. Tolentino, de “reaprender o espanto”. O espanto de ver o quanto encerra de presença de Deus cada momento singelo da nossa vida. Que estes encontros familiares nos permitam um olhar sincero e atento sobre o que julgamos saber de nós próprios e perceber quais os gestos que dão sentido à vida.

A Pastoral Familiar

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