Partilha dos Escuteiros

Para nós os batizados lermos e meditarmos, segundo o Evangelho de S. Mateus

7,21-27

Naquele tempo, disse Jesus: “Nem todos aqueles que me dizem: “Senhor, Senhor!”, entrarão no Reino dos céus, mas apenas os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus. Quando aquele dia chegar, haverá muitos que me hão-de dizer: “Senhor, Senhor, não pregámos nós em teu nome? Não fizemos numerosos milagres em teu nome?” Eu então hei-de responder-lhes: “Nunca vos conheci. Afastem-se de mim, seus malfeitores! Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática pode comparar-se ao homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu muita chuva, vieram as cheias e os ventos sopraram com força contra aquela casa. Mas ela não caiu, porque os seus alicerces estavam assentes na rocha. Porém, aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática pode comparar-se ao homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu muita chuva, vieram as cheias e os ventos sopraram com força contra aquela casa: ela caiu e ficou toda desfeita.”

8,18-27 

Naquele tempo, vendo Jesus a multidão que o rodeava, deu ordem aos discípulos para atravessarem para a outra banda do lago. Foi então que se aproximou dele um doutor da Lei e lhe disse: “Mestre, irei contigo para onde quer que fores.” Jesus porém respondeu-lhe: “As raposas têm as suas tocas e as aves os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde encostar a cabeça.” Um dos discípulos pediu a Jesus: “Senhor, deixa-me ir primeiro fazer o enterro ao meu pai.” Mas Jesus disse-lhe: “Segue-me e deixa lá os mortos enterrarem os seus mortos. Em certa ocasião, Jesus entrou num barco e os seus discípulos acompanharam-no. Nisto, levantou-se no lago um temporal tão grande que as ondas encobriam o barco. Jesus, porém, dormia. Os discípulos aproximaram-se dele e acordaram-no, gritando: “Senhor, salva-nos, que estamos perdidos!” Jesus disse: “Por que estão com medo, homens sem fé?” Então levantou-se, deu ordens aos ventos e às ondas e fez-se uma grande calma. Eles ficaram espantados e diziam: “Que homem é este que até os ventos e as ondas lhe obedecem?

10,16-23; 

Disse Jesus aos seus discípulos: “Eu vos envio como ovelhas para o meio dos lobos. Portanto, sejam cautelosos como as serpentes e simples como as pombas. Tenham muito cuidado! Haverá homens que vos levarão aos tribunais e vos hão-de espancar nas suas casas de oração. Vão ter que comparecer diante de governadores e de reis, por minha causa. Aí darão testemunho de mim, a eles e aos pagãos. Quando vos entregarem às autoridades não se preocupem como hão-de falar, nem com o que hão-de dizer. Nessa altura, Deus vos dará as palavras, pois não serão vocês a falar, mas sim o Espírito de Deus, vosso Pai, que falará por vosso intermédio. Haverá irmãos que hão-de entregar os seus próprios irmãos à morte, e pais que hão-de entregar os próprios filhos. E haverá filhos que se hão-de revoltar contra os pais e os hão-de matar. Vocês vão ser odiados por toda a gente por minha causa, mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem”.

13,36-43  

Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se dele e pediram: “Explica-nos o que significa a parábola do joio.” Jesus respondeu: “Aquele que semeou a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são as pessoas que pertencem ao Reino de Deus. O joio são as pessoas que pertencem a Satanás. O inimigo que semeou o joio é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. Ora, assim como o joio se junta e se queima no fogo, assim vai ser no fim do mundo: o Filho do Homem mandará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que levam os outros a pecar e todos os que praticam o mal, para os lançarem na fornalha acesa. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos de Deus brilharão como o Sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, preste atenção!”

14,22-33  

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus mandou os discípulos entrar no barco e disse-lhes para irem antes dele para a outra banda do lago, enquanto ele despedia o povo. Depois disto, subiu sozinho ao monte para orar. Quando anoiteceu, ainda lá estava. Entretanto, o barco estava já bastante longe da terra e era batido pelas ondas, porque o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com os discípulos, caminhando por cima da água. Quando eles o viram a caminhar por cima da água, ficaram assustados dizendo que era um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas Jesus imediatamente lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” Pedro então disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima da água.” Jesus respondeu: “Vem!” Então Pedro desceu do barco e começou a caminhar por cima da água em direção a Jesus. Mas, quando viu que o vento era muito forte, teve medo, começou a afundar-se e gritou: “Salva-me, Senhor!” Jesus estendeu logo a mão, segurou-o e disse-lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Subiram então para o barco e o vento parou. Os que estavam no barco curvaram-se diante de Jesus e exclamaram: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!”

16,24-28

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me tem de se esquecer de si próprio e levar a sua cruz para vir comigo. Aquele que quiser salvar a sua vida acaba por perdê-la, mas aquele que perder a vida por minha causa, esse é que a encontra. De facto, que aproveita alguém em ganhar o mundo inteiro se acabar por se perder a si mesmo? Que poderá uma pessoa dar em troca da sua vida? O Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então há-de recompensar cada um segundo o seu procedimento. Fiquem sabendo que estão aqui presentes algumas pessoas que não hão-de morrer sem verem chegar o Filho do Homem na glória do seu Reino.”

18,15-22

Disse Jesus aos seus discípulos: “Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e faz-lhe ver a sua falta, de maneira que o assunto fique só entre os dois. Se ele te ouvir, ganhaste um irmão, mas, se não te quiser ouvir, leva contigo uma ou duas pessoas, para fazeres como manda a Escritura: Toda a acusação deve ser apoiada no testemunho de duas ou três pessoas. Se ele não quiser ouvir essas testemunhas, então comunica o assunto à igreja. E, se ele também se negar a ouvir a igreja, considera-o como pagão e pecador. Notem bem isto que vos digo: Tudo o que proibirem na terra é proibido no céu, e tudo o que permitirem na terra é permitido no céu. E ainda vos digo mais: Se dois de vocês aqui na terra se puserem de acordo para pedirem qualquer coisa em oração, o meu Pai que está no céu a dará. Pois onde duas ou três pessoas se tenham juntado em meu nome, aí estou eu no meio delas. Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e fez-lhe esta pergunta: “Senhor, quantas vezes devo perdoar ao meu irmão, se ele continuar a ofender-me? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não até sete, mas até setenta vezes sete!.”

20,20-34

Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. “Que pretendes? “, perguntou ele. Ela respondeu: “Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se sentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda”. Disse-lhes Jesus: “Não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber?” “Podemos”, responderam eles. Jesus disse-lhes: “Certamente beberão do meu cálice; mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai”. Quando os outros dez ouviram isto, ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Ao saírem de Jericó, uma grande multidão seguiu Jesus. Dois cegos estavam sentados à beira do caminho e, quando ouviram falar que Jesus estava a passar, puseram-se a gritar: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós! A multidão os repreendeu-os para que ficassem quietos, mas eles gritavam ainda mais: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” Jesus, parando, chamou-os e perguntou-lhes: “O que querem que eu vos faça?” E eles responderam: “Senhor, queremos que se abram os nossos olhos”. Jesus teve compaixão deles e tocou-lhes nos olhos. Imediatamente recuperaram a visão e o seguiram.

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